terça-feira, 1 de abril de 2008

Textos finalizados

Então galera! Os blocos já haviam sido definidos e todos concordaram, os textos foram finalizados e enviados para a Coordenação, que já leu e revisou tudo. Agora precisamos discutir sobre os vídeos e imagens.

Projeto Multimídia II - Gastronomia Açoriana na Ilha de Florianópolis – Santa Catarina


- Primeira parte: História de Florianópolis;

Florianópolis teve como primeiros habitantes uma população considerada pré-indígena, conhecida como o "Homem do Sambaqui", grupo formado por caçadores e coletores, os quais se alimentavam de moluscos.
Os Tupi-Guarani se estabeleceram em Florianópolis dividindo-se em várias tribos e aldeias, ocupando a maior parte da área litorânea.
Os europeus que chegaram a Florianópolis denominaram esta tribo como Carijó, ao que se indica os Carijós vieram da região que hoje corresponde ao Paraguai.
A partir de 1675 é que ocorreu a fundação da cidade, propriamente dita. O bandeirante Francisco Dias Velho foi o responsável por este fato, porém no ano seguinte, Francisco Dias Velho foi morto pelo pirata Lewis.
Com a morte de Francisco Dias Velho a ilha de Florianópolis ficou abandonada durante alguns anos.
Os abalos sísmicos que ocorriam com freqüência nas ilhas do Arquipélago Açoriano e a superpopulação foram os grandes motivos que impulsionaram cerca de cinco mil imigrantes açorianos para a ilha de Florianópolis, fato ocorrido entre o período de 1747 e 1756.
A primeira atividade de subsistência desenvolvida pelos colonizadores foi a agricultura, tendo como foco principal o cultivo da mandioca. A caça as baleias era outra atividade realizada pelos colonizadores, atividade esta autorizada pela Coroa Portuguesa no século XVIII.
A caça as baleias durou num curto prazo, devido a dois fatos: a substituição do óleo animal pelo querosene e a fuga das baleias para o extremo sul.

Texto: Ivan Ponzoni.

- Segunda parte: Farinha de trigo e farinha de mandioca;


A comunidade, que compreende cerca de cinqüenta famílias, localiza-se em torno de Santo Antonio de Lisboa, na ilha de Santa Catarina. O Engenho do Casarão é o centro das atividades dos agricultores que produzem farinha de mandioca, um alimento básico da dieta da população local. Como conseqüência do rápido processo de industrialização na ilha a partir de meados do século passado, a maior parte das casas de farinha de mandioca artesanais foram fechadas. Durante as últimas décadas,os produtos historicamente associados à área têm sido promovidos, inclusive esta farinha, mencionada nos relatos escritos pelos primeiros missionários e viajantes. Um engenho de farinha de tração animal foi desenhado para produzir uma farinha fina e branca, semelhante à farinha de trigo.

Estado/Região/Território: Santa Catarina/Sul
Município: Florianópolis
Coordenador da Comunidade: Cláudio Agenor de Andrade
Telefone para contato: (48) 3235.2572
E-mail: engenhoandrade@gmail.com

A farinha de mandioca já era cultivada pelos índios antes da chegada dos açorianos e continua sendo o produto agrícola mais cultivado até os dias atuais. A farinha produzida pelos indígenas era rudimentar e fabricada manualmente, sendo que eles tinham o costume de enterrar o pão da mandioca na terra. A utilização das técnicas de moagem de trigo nos Açores, tanto dos moinhos de vento quanto à dos engenhos de azenha movidos a bois ou manualmente, foram fundamentais ao desenvolvimento de uma tecnologia local adaptada para a transformação da mandioca em farinha.

Texto: Ricardo Costa de Jesus.

- Terceira parte: Gastronomia Açoriana;

O arquipélago dos Açores é constituído por nove ilhas principais divididas em três grupos distintos:

- Grupo Ocidental: Corvo e Flores;

- Grupo Central: Faial, Graciosa, Pico, São Jorge, Terceira;

- Grupo Oriental: Santa Maria e São Miguel;

  • Carne: Nos Açores produz-se carne de excelente qualidade, com predominância nas Ilhas de São Miguel, Terceira e Pico.
    A produção de carne de porco tem também um grande potencial, não só pela sua qualidade, mas também por se encontrar quase "naturalmente" protegida das grandes epidemias que se verificam nos continentes, nomeadamente a peste suína africana, entre outras.

  • Peixes, Mariscos e Moluscos: A região apresenta uma grande variedade de espécies de peixes e todos de boa qualidade. Entre alguns peixes conhecidos por nós podemos citar: atum, anchova, badejo, bagre, cação, garoupa, pargo, pescada e sardinha entre tantas outras espécies encontradas nas ilhas.
    Entre os mariscos o mais típico na Região é a "lapa", servida de diversas formas, mas que, apenas grelhada, é um prato delicioso. Também muito conhecido é o "cavaco", marisco da família da lagosta, a "santola", o caranguejo e ainda os búzios. Entre os moluscos o mais apreciado é o polvo logo seguido pela lula, também abundante nos mares dos Açores.
  • Queijos: Na Região existe uma boa variedade de queijos de grande qualidade. O mais conhecido é talvez o queijo de São Jorge, com fama internacional. O queijo da ilha é também muito conhecido e apreciado. Existem ainda outros queijos muito saborosos e típicos como é o caso do queijo do Pico, produzido na Ilha do mesmo nome.
    Por todas estas características, o que se leva em conta é a dispersão geográfica das ilhas que é a causa principal da grande diversidade de pratos típicos que fazem parte da cozinha tradicional açoriana, caracterizada por variadas e apetitosas receitas tradicionais que são capazes de saciarem os paladares mais exigentes. Como já citado, nos Açores tem-se grande riqueza de peixes dos mares dos Açores que, aliada a produção de boa carne, leite e seus derivados, bem como à de outros produtos hortícolas de qualidade, permite a utilização de uma grande variedade de ingredientes na confecção dos pratos.
    Os pratos tradicionais das ilhas do Açores são comuns, o que difere o paladar é a utilização de um ou outro tempero.
Receitas:

- Doce: Arroz Doce;

Ingredientes: 1,5l de leite, 1 pau de canela, 1 casca de limão, 180g de arroz, 2dl de água, 150g de açúcar, 40g de margarina, sal e canela em pó;

Como preparar: Coloque o leite no fogo com a casca de limão e a canela em pau e deixe ferver. Deite o arroz num tacho, cubra com água e tempere com uma pitada de sal. Leve ao fogo brando até evaporar a água. Vá adicionando o leite bem quente, a pouco e pouco, à medida que o arroz o for absorvendo, mantendo sempre o fogo brando e mexendo de vez em quando. Quando o leite acabar e o arroz estiver bem cremoso, junte o açúcar e mexa, deixe ferver mais um pouco cerca de 2 ou 3 minutos. Retire do fogo e junte a margarina. Coloque numa travessa funda ou em taças individuais. Enfeite com canela em pó.

- Peixe: Tainha Assada;

Ingredientes: 2 tainhas com cerca de 600 g cada, 1 cabeça de alho, sal, massa de pimentão, 1 pedaço de chouriço, salsa, 8 fatias largas de toucinho, piripiri, cominhos,
vinagre;

Como preparar: Separe as tainhas depois de lavadas em água corrente e escorridas, tempere-as com sal e massa de pimentão. Tempere de ambos os lados dos peixes. Neles, introduza rodelas enviezadas de chouriço, alhos cortados ao meio e hastes de salsa. Recheie as barrigas também. Envolva as tainhas nas fatias de toucinho e coloque cada uma entre duas telhas de barro. Prenda estas com arames e asse sobre brasas, virando-as dos dois lados. Entretanto, prepare o molho. Descasque os restantes alhos e pise-os com um pouco de sal, piripiri, de salsa e de cominhos. Junte-lhe vinagre a gosto e uma pequena porção de água. Misture bem. Retire os peixes para uma travessa, regue com o molho e sirva.

- Sopa: Sopa de Agriões (Serve quatro pessoas);

Ingredientes: 1 molho de agriões, 200 g de abóbora, 2 cenouras pequenas, 2 batatas pequenas, 1 cebola, 1 l de caldo de carne, 2 gemas, 1 colher de leite, 1 colher de sopa de manteiga.

Como preparar: Partir a abóbora, as cenouras, a cebola e as batatas em pequenos cubos e levá-los para cozinhar em caldo de carne. Depois de bem cozidos, fazer um purê com os legumes, acrescentar se necessário, um pouco de água e temperar com sal. Acrescentar os agriões e deixar cozinhar durante 2 a 3 minutos com a panela destapada. Numa tigela, misturar as gemas com o leite e regar com a sopa bem quente e acrescente a manteiga. Servir de imediato.

Texto: Camila.

- Quarta parte: Gastronomia Açoriana na Ilha de Florianópolis;

Os primeiros exploradores Europeus chegaram ao Sul do Brasil por volta do Século XVI, tendo seus primeiros contatos com os habitantes do litoral Catarinense, os índios Carijós da nação Tupi Guarani.

Em sua gastronomia, os índios Carijós tinham como principais produtos a farinha de mandioca, cana de açúcar, café, amendoim, mel, feijão , milho, arroz, peixes ,frutos do mar ,carnes de boi, porco, ovelha, cabras e aves.
Suas atividades básicas de subsistência eram a caça, a pesca,a coleta de moluscos e a agricultura, destacando-se o milho e a mandioca. Faziam ainda bebidas alcoólicas com cana de açúcar e farinhas, à base de milho e mandioca.

Receitas:

- Cacuenga: É feita com mandioca puba ou curtida (a mandioca se decompõe, ficando de molho na água).
Escorre-se a água, coloca-se a farinha de mandioca no sol para secar, misturam-se os temperos (erva doce, cravo e canela), açúcar mascavo, sal e enrolam-se as cacuengas (tipos de beijus) numa folha de bananeira. Colocam-se no forno.

- Coxinha de Velha: misture farinha de mandioca, banha, leite, açúcar, cravo e canela. Frite a colheradas, é conhecida em outras regiões como "gramputa".

- Tainha recheada:

Ingredientes: uma tainha (inteira), limão, pimenta, sal, cebola, tempero verde, cominho, tomate, alfavaca, miolo de pão e camarão miúdo.

Como preparar: tempere a tainha com limão, sal e pimenta. Faça um refogado com o camarão e demais ingredientes, misture um pouco de miolo de pão até ficar molhado. Recheie a tainha e costure.
Coloque em uma forma untada, cubra com algumas rodelas de tomate e leve ao forno até ficar bem assada.

Texto: Ivan Ponzoni.

- Quinta parte: Serviços;

Lugar pródigo em belezas naturais, a capital catarinense é também um paraíso gastronômico para quem gosta de comer bem e se divertir.
Com uma diversidade de eventos gastronômicos, que privilegiam receitas com frutos do mar, a cidade abriga dezenas de restaurantes, dos requintados aos mais simples de beira de praia.
Na Região de Florianópolis e no Sul, alguns bairros mantêm o aspecto de vilarejos e neles se percebe a herança deixada pelos antepassados vindos do arquipélago português dos Açores a partir do século XVIII.
Com base nas receitas que se perpetuam ao longo de 250 anos, desde a chegada dos primeiros imigrantes açorianos, a gastronomia típica de Florianópolis tem na simplicidade sua mais forte marca.
O folclore, povo e saber, que unidos passam a ter o significado tradicional de um povo, aqui em nosso Estado, tem uma agenda de eventos para todos os gostos.
A comunidade da Barra da Lagoa, organiza agora a 30ª Festa da Tainha,são 10 toneladas de tainha e opções de quatro tipos de pratos: frita, escalada, assada e para os mais exigentes, tainha ao molho de alcaparras além da ova. Todos são acompanhados de arroz, salada e pirão escalado.


- Serviço:

  • 30ª Festa da Tainha;

Local: Barra da Lagoa;


Data: 26 a 29 de Julho;

Ingressos: R$ 3.00 (crianças até 10 anos e idosos acima de 60 anos não pagam).

- Funcionamento:

Quinta e sexta-feira, das 18h às 2 horas com ingresso.

Sábado, das 16h às 2 horas, com ingresso.

Domingo, das 16h às 24 horas, com ingresso.

Sábado e domingo no horário das 11horas às 16 horas entrada livre.

  • Festa Nacional da Ostra e da Cultura Açoriana (FENAOSTRA);

É uma festa anual brasileira que ocorre aqui, alavanca da pelo cultivo da ostra, cuja produção anual já alcança a marca de 600 mil dúzias do molusco.

É a única do gênero no país a reunir num mesmo espaço atividades nas áreas gastronômicas, técnico cientifica econômica, artística e cultural.

São seis dias de um amplo salão gastronômico e de muita diversão, dança e folclore, mais que uma festa, a Fenaostra é um cardápio de oportunidades que gera impactos diretos no consumo e na produção. A cidade detém a liderança dos mercados do estado e do Brasil, em um total de 1,2 milhões de dúzias, 80% da produção nacional.

- Serviço:

Local: Centrosul;

Data: 25 de outubro até 4 de novembro;

Horário: 17 horas dias úteis com funcionamento de bilheteria ate às 23 horas.

Sábados e domingos no horário das 11horas.

Ingressos: R$ 3.00 dias úteis

R$ 5.00 sábados e domingos

Estrutura: 16 Restaurantes com receitas criativas e o concurso "Papa Ostra".

  • Festa Nacional do Camarão;


Local: Imbituba
Acontece no mês de fevereiro e a organização sempre disponibiliza as datas e os ingressos a partir de dois de janeiro e oferece o passaporte para todas as noites.

  • Festa do Divino Espírito Santo;

É uma festa oriunda dos Estados Alemães que destinava-se a lançar fundamentos de uma instituição, que na forma de banco, formado de esmolas, acudisse os pobres nos anos de penúria. E como os invocantes eram reis os festejos conservavam aspectos de realeza.
Nasceram os festejos religiosos que a confraria imperial votava ao culto do Espírito Santo.
Acabou se propagando para a Europa, e em Portugal, no século XIII, encontraram solo fértil para se florescer nas colônias portuguesas, especialmente no arquipélago dos Açores e comemoradas cinqüenta dias antes da páscoa. A devoção ao Divino nasceu e com os imigrantes Açorianos ela chega à ilha de Santa Catarina, a festa é precedida da "romaria" da bandeira do Divino, cuja finalidade era, e ainda é o recolhimento de "esmolas, óbolos e espórtulas", destinadas a auxiliar as despesas, com a festa. Antigamente esta coleta se revestia de cerimônia. Os "irmãos" das confrarias portavam suas "roupas" vermelhas, acompanhavam o grupo que conduzia a bandeira e a coroa. A coleta aos poucos foi simplificando-se e hoje são poucos os distritos de Florianópolis, ou mesmo de outros municípios, que a praticam. Com o passar dos anos, poucas são as comunidades que ainda mantêm este costume. Algumas apenas portam a bandeira, outras se deixam acompanhar por um tambor. Entretanto, nas comunidades do Ribeirão da Ilha, Campeche e Santo Antônio de Lisboa, assim como nos municípios de Governador Celso Ramos, Tijucas, Enseada do Brito e Laguna, ainda se encontram bandeiras em sua expressão mais tradicional. Em Santo Amaro da Imperatriz a festa do Divino é considerada a mais pomposa do estado.

Texto: Martha.



2 comentários:

Grayce Rodrigues disse...

A parte de pesquisa já está encerrado, eu presumo...
Textos resumidos, revisados, concluídos.
Segunda etapa já foi lançada:
vocês precisam criar os ROTEIROS das entrevistas que serão realizadas na terça que vem, portanto, agilidade moçada!
Me mandem os roteiros concluídos até sexta feira pra que eu faça a revisão e já os repasse pra galera de imagem que precisa desse roteiro pra se programar.
Recado dado, bom trabalho pra vocês

Beijinhos
Grayce e Carol

Grayce Rodrigues disse...

Lembrando que também deve ser feito o ROTEIRO DA VISITA AO ENGENHO, onde os meninos da imagem planejam ir em breve. Portanto são 3 roteiros a serem realizados, mas num grupo de 4 pessoas, não vai haver problemas.

Procurem o grupo de imagem para mais informações e o prazo ainda tá valendo.